ARTE AMAZÔNICA KUMARUARA
Proteção, metamorfose e a gráfica sagrada dos répteis da mata.
Os brincos Caminho da Surucucú destacam-se por seu magnetismo visual e sua profunda carga simbólica. Confeccionados em miçangas com uma paleta de laranja-terracota, preto, branco-marfim e acentos terrosos, sua trama geométrica recria a pele da víbora sagrada, cujos padrões em zigzag protegem quem os usa e representam a força da terra originária.
Esta peça foi criada pela Tribu Kumaruara da aldeia Muruari, no Baixo Tapajós, Amazônia. Cada traçado transforma o material em um suporte de memória, espiritualidade e conexão profunda com a mata.
Mais do que uma joia cerimonial, Caminho da Surucucú é um manifesto vivo. Assim como o morcego dispersa a semente do kumaru pela floresta para sustentar o ecossistema, esta peça carrega consigo uma mensagem de força, resistência e identidade dos povos originários. Uma obra irrepetível concebida para vestir o corpo com pertencimento e arte de raiz.
